Nos últimos vinte anos, o varejo alimentar investiu em sensores, automação, supervisórios e plataformas de monitoramento. Ainda assim, as perdas operacionais, o desperdício de energia e a manutenção corretiva continuam aparecendo no resultado como apareciam há uma década.
Hoje, a maioria das redes já coleta dados. Porém, ainda falta transformar esses dados em decisão, e é dessa lacuna que nasce o Sistema Operacional de Ativos.
Mais dados, os mesmos desafios
Supermercados e atacarejos acompanham à distância equipamentos, consumo, alarmes e condições de operação que antes só podiam ser verificados com uma visita à loja. Com isso, o setor deu um passo decisivo em maturidade.
No entanto, o volume de dados trouxe um problema novo. As informações ficam espalhadas em sistemas que não se conversam, chegam sem contexto e disputam a atenção da equipe com dezenas ou centenas de outros eventos. Em redes com muitas lojas, por exemplo, isso pode chegar a milhares de notificações por dia. Consequentemente, sem um critério para priorizar, a equipe reage ao que aparece primeiro, e não necessariamente ao que custa mais.
O impacto na margem
Energia, manutenção e perdas costumam ser tratadas como centros de custo independentes. Porém, as três são reflexos do mesmo problema, que é uma operação com pouca visibilidade e baixa capacidade de priorização.
A energia representa entre 2% e 3% do faturamento do varejo alimentar, enquanto a manutenção fica perto de 0,75% e as perdas operacionais chegam a cerca de 1,82%. A margem líquida do setor, por sua vez, fica entre 2% e 3%. Portanto, somando energia, manutenção e falhas que poderiam ter sido antecipadas, uma gestão eficiente dos ativos tem potencial para ampliar a margem operacional entre 25% e 35%.
Poucas iniciativas no varejo alimentar mexem ao mesmo tempo em energia, manutenção, perdas e produtividade. Por isso, a gestão de ativos passou a ser uma das principais alavancas de margem do setor.
Do monitoramento ao Sistema Operacional de Ativos
Assim como os sistemas ERP evoluíram das planilhas e os CRMs evoluíram das agendas comerciais, a gestão de ativos está passando por uma evolução parecida:
| Geração | Objetivo principal | O que entrega |
|---|---|---|
| Inspeção manual | Verificar a condição dos ativos | Coleta manual de informações |
| Monitoramento digital | Visualizar os ativos à distância | Dados, alarmes e dashboards |
| Sistema Operacional de Ativos | Gerenciar a operação | Contexto, priorização, inteligência e execução |
Em outras palavras, o monitoramento digitalizou os equipamentos, enquanto o Sistema Operacional de Ativos começa a digitalizar a tomada de decisão.
Além disso, quatro fatores aceleram essa mudança:
- Complexidade: as instalações ficaram mais complexas, com mais ativos, mais sistemas e mais integrações.
- Mão de obra: falta mão de obra especializada, e a rotatividade no setor passa de 58% ao ano.
- Produtividade: a pressão por produtividade também aumentou. Segundo o BTG Pactual, reduzir a jornada de 44 para 40 horas semanais pode impactar o EBITDA do varejo alimentar em cerca de 8,6%, se não houver medidas que compensem essa perda.
- Inteligência Artificial: a IA tornou possível interpretar grandes volumes de dados a tempo de apoiar a decisão.
O que é o Sistema Operacional de Ativos
O Sistema Operacional de Ativos é a camada de gestão que integra os dados de refrigeração, climatização, energia, água e automação e os converte em prioridade e ação para cada perfil da empresa. Dessa forma, equipamentos, automação e supervisórios continuam no lugar, e a nova camada trabalha acima dessa base.
Enquanto o monitoramento responde à pergunta “o que aconteceu?”, um Sistema Operacional de Ativos também ajuda a responder as perguntas seguintes:
- Qual é o impacto?
- Qual é a prioridade?
- Quem deve agir?
- Qual ação tem mais chance de gerar resultado?
Por isso, vale comparar os dois modelos lado a lado:
| Monitoramento tradicional | Sistema Operacional de Ativos |
|---|---|
| Monitora equipamentos | Gerencia a operação |
| Gera alertas | Define prioridades |
| Atua por disciplina (energia, refrigeração, HVAC) | Integra múltiplas utilidades |
| Foco em eventos | Foco em resultado |
| Depende de interpretação humana | Contextualiza e prioriza |
| Mostra problemas | Identifica riscos e oportunidades |
Por fim, a categoria se apoia em quatro pilares: um ecossistema de dados que reúne todas as fontes da operação, o contexto que separa o evento crítico do ruído, a inteligência que aponta causa e ação, e a personalização, que entrega a cada perfil o que interessa para a própria decisão.
Os cinco níveis de maturidade operacional
A passagem do monitoramento para o Sistema Operacional de Ativos acontece em etapas. Ou seja, cada nível representa uma forma diferente de usar a informação para decidir:
- Reativo: a operação só age depois que o problema acontece e, portanto, a maior parte dos recursos vai para emergências.
- Monitorado: os ativos passam a ser acompanhados digitalmente. Contudo, a interpretação continua sendo manual.
- Gerenciado: processos, indicadores e governança ficam mais estruturados e, assim, os dados passam a apoiar decisões de forma recorrente.
- Inteligente: contexto, Inteligência Artificial e machine learning passam a apoiar a priorização e, com isso, a operação se torna mais preditiva.
- Autônomo: algumas ações são executadas automaticamente, mas sempre com supervisão humana e foco contínuo em resultado.
Assim, o Sistema Operacional de Ativos é o que torna possível passar do nível monitorado para o nível inteligente.

Um ecossistema aberto
Muitas soluções de monitoramento dependem de hardware próprio: sensores, gateways e controladores de um único fornecedor. Esse modelo facilita a implantação inicial. No entanto, encarece a expansão e limita as escolhas técnicas ao longo do tempo.
Por outro lado, o NEO foi concebido como um ecossistema aberto. Por meio de protocolos abertos e integrações nativas, conecta o que a operação já tem instalado:
- Automação de refrigeração e sistemas de climatização
- Medidores de energia, geradores e sistemas fotovoltaicos
- Sensores IoT
- APIs de terceiros e plataformas corporativas
Dessa maneira, a rede preserva os investimentos que já fez e mantém a liberdade de escolher a melhor tecnologia para cada aplicação.
O Ecossistema NEO na prática
Na prática, o Sistema Operacional de Ativos do NEO funciona por meio de módulos integrados, cada um com uma função específica:
- N3Ogo: a experiência personalizada da plataforma no celular. Assim, o gestor de energia, o técnico de manutenção e o diretor executivo veem a operação de acordo com a própria função, com priorização automática.
- NEO Smart Notification: a informação certa para a pessoa certa, no momento certo. Antes de disparar uma notificação, o módulo avalia o contexto, a criticidade, a recorrência e o impacto do evento e, consequentemente, reduz o ruído e a fadiga de alertas.
- NEO Lume: a Inteligência Artificial do NEO, especializada em operações. Além de responder a perguntas em linguagem natural, sugere perguntas prontas para cada perfil e também gera gráficos e relatórios, inclusive quando o usuário está longe da loja.
- NEO Insights: relatórios diários, semanais e mensais que apontam automaticamente oportunidades de melhoria, riscos e tendências.
- NEO360: a versão web do NEO e o centro de decisão da operação. Reúne indicadores executivos, gestão multiutilidades e a comparação de desempenho entre as unidades da rede.
Isoladamente, cada módulo resolve uma parte do problema. Integrados, no entanto, os cinco formam o Sistema Operacional de Ativos.
Monitorar não é o mesmo que decidir.
Sobre o NEO Estech
O NEO é o Sistema Operacional de Ativos do varejo alimentar. Conecta energia, refrigeração, manutenção e qualidade em uma única camada de inteligência que transforma dados em decisão e decisão em resultados. Monitorar não é o mesmo que decidir.
A sua operação já gera dados. O próximo passo é transformá-los em decisão.